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CRÍTICA: Gypsy Queen, Assembly Front Room, Festival Fringe de Edimburgo ✭✭✭✭
Publicado em
Por
pauldavies
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Gypsy Queen
Assembly Front Room.
11 de agosto de 2017
4 Estrelas
Há muitos armários em que as pessoas se escondem e vivem, mas a luta de punho nu e o boxe devem estar entre os meios mais duros para viver a sua homossexualidade. Desenvolvida em parte como resposta a comentários homofóbicos de Tyson Fury, esta peça analisa a relação entre Gorgeous George, lutador de punho nu, e o pugilista gay Dane Sampson.
Apesar de Dane ser assumidamente gay, este não é de todo um meio totalmente acolhedor, e a peça explora atitudes e o amor com grande eficácia. A companhia Hope Theatre criou um trabalho altamente envolvente e o encenador Adam Zane manteve a ação fluida e cativante. Enquanto George, por Rob Ward, revela dureza e vulnerabilidade em igual medida, é complementado na perfeição pelo Dane aparentemente mais confiante de Ryan Clayton. Eles interpretam todas as outras personagens da história, e há muitos momentos deliciosos — com destaque para a mãe de George, sempre a largar uma bomba em C!
Um pouco mais de fisicalidade poderia ter-nos levado ainda mais para dentro deste universo, e achei o final um pouco forçado; sente-se que não foi verdadeiramente merecido. Ainda assim, é excelente ver intérpretes perfeitamente à vontade com os seus corpos e com o tema, e este é um espetáculo que recomendo para a sua lista de imperdíveis.
Leia mais críticas e editoriais na nossa secção do Festival de Edimburgo.
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