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CRÍTICA: Glorious, Teatro de Verão de Frinton ✭✭✭✭✭
Publicado em
Por
markludmon
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Ben Stock e Stella Gonet em Glorious. Foto: Christian Davies
Glorious
Frinton Summer Theatre, Frinton-on-Sea, Essex
Cinco estrelas
Comprar bilhetes A história verídica de Florence Foster Jenkins, a soprano amadora que não sabia cantar, chegou a um público mais vasto no ano passado através do filme protagonizado por Meryl Streep, mas, em 2005, foi levada ao palco na comédia de Peter Quilter, Glorious!. Agora, esta produção foi reposta no lendário Frinton Summer Theatre, em Frinton-on-Sea, no Essex, como parte da sua 78.ª temporada, com um elenco de luxo. Com uma equipa tão forte, não é de estranhar que o resultado seja um verdadeiro regalo: cheio de humor reconfortante e interpretações hilariantes.
Conhecemos Florence na Nova Iorque dos anos 1940, quando já começara a deslumbrar o público com as suas actuações e gravações sem afinação de clássicos do repertório operático. Vemo-la pelos olhos do pianista Cosmé McMoon, recrutado como o seu novo acompanhante. Partilhamos, de início, o nosso horror perante a sua auto-ilusão quanto às próprias capacidades vocais, mas acabamos por ser conquistados pela sua bondade, charme e determinação incansável em perseguir os seus sonhos — mesmo sem ter talento.
Dirigida com mão segura pela actriz Amanda Root, a produção beneficia de uma interpretação irrepreensivelmente calibrada de Stella Gonet, que evita transformar Florence numa caricatura cómica de traço grosso, levando-nos a adorá-la com todas as suas excentricidades. Simon Shepherd está excelente como o seu dedicado marido, St Clair, enquanto Matilda Ziegler é soberba como a sua amiga tresloucada e fã número um, Dorothy — resistindo, mais uma vez, à tentação (demasiado fácil) de carregar no camp para sacar risos. Com um vasto repertório de expressões faciais, Ben Stock é muito engraçado no papel de Cosmé, sempre a lutar entre o amor pelo grande canto e a necessidade do generoso salário que Florence lhe paga. Contam ainda com um bom apoio de Nesba Crenshaw como uma das poucas opositoras de Florence e de Pia Laborde Noguez, que brilha como a criada mexicana de Florence.
Estas interpretações sem falhas, com figurinos e cenários glamorosos desenhados por Neil Gordon, resultam num espectáculo jubiloso e comovente. É uma joia cintilante, escondida na pequena McGrigor Hall, na vila costeira de Frinton, que não ficaria nada mal num palco do West End.
Em cena até 12 de Agosto de 2017
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