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NOTÍCIAS

CRÍTICA: A Auditoria, Festival Pulse, Teatro New Wolsey ✭✭✭

Publicado em

Por

pauldavies

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Paul T Davies analisa The Audit, da Proto-type Theatre, apresentado no âmbito do Pulse Festival no New Wolsey Theatre.

The Audit The Audit (Ou Islândia, um mito moderno)

Pulse Festival, New Wolsey Theatre, Ipswich.

8 de junho de 2018

3 estrelas

Informações do Pulse Festival

A segunda criação teatral da Proto-type a examinar a política contemporânea, na sequência de A Machine They’re Secretly Building, que explorou a recolha de dados e a privacidade (e que, dois anos depois, parece ter estado à frente do seu tempo), debruça-se sobre o colapso da economia global em 2008. Daí seguimos para os anos de austeridade que vivemos desde então, e a peça centra-se na resposta do povo da Islândia, que saiu à rua para protestar contra a injustiça cometida por banqueiros e corretores. As operações ilegais vieram a público e os culpados de fraude foram presos.

Escrita e encenada por Andrew Westerside, a peça assume a forma de uma palestra, com púlpito e projeção de diapositivos, e entrelaça a história de uma rapariga islandesa e do seu avô com a narrativa, conduzindo-nos até ao protesto. Isto traz a dimensão humana ao relato, e o espetáculo é conduzido com destreza por Rachel Baynton e Gillian Lees, que se mantêm cativantes do início ao fim.

É um tema imensamente complexo, carregado de factos, e é mérito da companhia conseguir dar sentido às estatísticas e aos acontecimentos — com videografia excelente e uma sincronização apuradíssima com a palavra dita. Ainda assim, para mim, soou um pouco clínico: mais palestra do que peça teatral, e senti-me distanciado do material. É chocante que estes grandes acontecimentos de há apenas dez anos tenham sido esbatidos pela velocidade do nosso ciclo noticioso, guiado pelo Twitter, e o espetáculo faz bem em lembrar-nos disso. E também deixa no ar a pergunta: o que é que, exatamente, é preciso para que os britânicos agarrem nas suas panelas e tachos e saiam à rua a protestar?

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