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CRÍTICA: Eugenius!, The Other Palace ✭✭✭
Publicado em
Por
douglasmayo
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Liam Forde como Eugene em Eugenius!. Foto: Pamela Raith
The Other Palace
1 de fevereiro de 2018
3 Estrelas
A criação de qualquer novo musical pode ser um processo complicado. Encontrar o tema certo, acertar no tom e reunir a equipa criativa ideal são apenas parte do quebra-cabeças. Por isso, tenho de congratular Kevin e George Wood, Warwick Davis e todos os envolvidos em Eugenius! pelo esforço hercúleo de levar este novo musical ao palco. Com libreto, música e letras de Ben Adams e Chris Wilkins, há muito a recomendar em Eugenius!, mas uma montagem desta envergadura também torna bem evidentes os problemas que é preciso resolver para levar o espetáculo ao próximo patamar.
Muito do que vi em palco em Eugenius! fez-me lembrar Loserville, o musical britânico que teve uma temporada curta no Garrick há vários anos. Arrojado e, por vezes, empolgante, parecia haver uma enorme onda de boa vontade a passar da plateia para o palco — energia de que o elenco se alimentava e devolvia em dobro (ou mais).
Laura Baldwin (Janey), Liam Forde (Eugene) e Dan Buckley (Feris) em Eugenius!. Foto: Pamela Raith
Eugenius! conta a história de Eugene, cujo talento para criar banda desenhada o leva a canalizar acontecimentos reais numa galáxia distante. Quando uma das suas criações, “Tough Man”, é comprada por um estúdio de cinema duvidoso, um vilão maléfico (o irmão de Tough Guy) confunde o filme com a realidade e chega para semear o caos e procurar vingança.
Pelo lado positivo, o elenco de Eugenius! é simplesmente maravilhoso. O trio central — Eugene (Liam Forde), Janey (Laura Baldwin) e Feris (Daniel Buckley) — é um triunfo. Não se podia pedir geeks mais geeks. Ian Hughes, como o Evil Lord Hector, é um vilão de desenho animado em estado puro e o contraste perfeito com o Gerhard/Tough Man de Shaun Dalton, que passa a maior parte da noite a puxar pelo seu Schwarzenegger cómico interior. Junte-se Cameron Blakely como o patrão do estúdio, Lex, e o seu fabuloso assistente Theo, interpretado com grande estilo por Scott Paige, além de um ensemble que trabalha incrivelmente para dar vida a estudantes, pessoas-peixe e várias outras personagens de passagem. Um trabalho vocal delicioso do sublime Brian Blessed dá a Eugenius! um palpável sabor a culto que, sem dúvida, me pôs a sorrir.
Cameron Blakeley (Lex), Liam Forde (Eugene) e Scott Paige (Theo) e a companhia de Eugenius!. Foto: Pamela Raith
A banda de Eugenius!, liderada por Darren Lord, oferece uma batida retro de power rock absolutamente fantástica para algumas das melodias mais contagiantes que tenho ouvido num musical rock nos últimos tempos. Em particular, a faixa-título ficou-me na cabeça — e, até hoje, ainda anda a zumbir por lá.
A encenação de Ian Talbot é precisa e tão eficiente quanto possível. Onde Eugenius! falha é no libreto, que está um pouco turvo e confuso. Talvez valha a pena chamar um dramaturgo/libretista para ajudar a clarificar e expandir a narrativa. A título pessoal, no final do espetáculo eu já estava pronto para “abater” o designer de luz e os operadores, depois de ter passado metade da noite com luzes de palco apontadas diretamente aos meus olhos.
Shaun Dalton como Tough Man em Eugenius!. Foto: Pamela Raith
Estou ansioso pela próxima saída de Eugenius! para ver para onde os criadores levam este musical original. Tem um enorme potencial e, se a boa vontade do público puder ser medida, há imensa gente a torcer para que resulte.
Força, Eugenius!
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