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CRÍTICA: A Rainha da Neve, Novo Teatro Wolsey Online ✭✭✭✭
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Por
pauldavies
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Paul T Davies faz a crítica de The Snow Queen, a pantomima rock’n’roll deste ano do New Wolsey Theatre, que pode ser vista em streaming online ou ao vivo no teatro!
The Snow Queen. New Wolsey Theatre online e no teatro!
4 Estrelas
Este ano, os teatros fizeram de tudo para que o teatro e a pantomima acontecessem sempre que possível, e é um enorme alívio voltar a ver a pantomima tradicional rock’n’roll do New Wolsey Theatre — mesmo que, desta vez, do conforto do meu sofá! Assisti a uma transmissão em direto do espetáculo, com uma plateia no teatro a cumprir o distanciamento social, e todos os ingredientes estão bem presentes para uma diversão em família. Dadas as circunstâncias, não há elefante na sala — a Covid é abordada de frente, tanto nas piadas como nas canções. Sequências musicais gravadas, usadas com inteligência, ajudam a manter a história interessante e garantem o distanciamento social e a segurança.
The Snow Queen. Foto: Mike Kwasniak
O elenco é pequeno, mas transmite a energia de uma companhia completa; sem coro nem grupos permitidos em palco, estes cinco intérpretes dão tudo pelo espetáculo. Steve Simmonds é uma Dame deliciosa, equilibrando muito bem o humor mais adulto e trazendo o público para uma interação alegre. (Afinal, tudo se passa na aldeia de Ballbroken!) James Haggie volta a colocar o seu génio cómico ao serviço da produção como o idiota da aldeia, Simon Clinkerbin, e depois brilha ao interpretar, contra o seu tipo habitual, o sinistro Icicle, que dá ao espetáculo um arranque bem sombrio. Lucy Wells está ótima como a heroína Gerda, e gostei muito de Adam Langstaff como o hilariante Sven Lumphammer e como Kay, o interesse amoroso de Gerda. Natasha Lewis faz um contraste muito eficaz entre a bondosa Primrose e a Snow Queen, e canta lindamente Frozen, de Madonna.
O excelente trabalho de câmara e a interação entre os elementos ao vivo e os pré-gravados resultam muito bem, criando uma experiência bastante nova. A banda sonora, como parece acontecer sempre, está um pouco datada, e fico muitas vezes a pensar se não seria possível incluir algumas canções mais atuais, que os membros mais jovens da plateia pudessem acompanhar. Também não tenho a certeza de que um intervalo de quinze minutos seja necessário, sobretudo tendo em conta que o espetáculo é um pouco mais curto do que o habitual. Ainda assim, é uma pequena implicância, porque o elemento interativo — especialmente envolvendo o Hammer of Ipswich — funciona na perfeição. Ainda assim, para ser honesto, espero mesmo que isto seja apenas uma exceção e que, no próximo ano, possamos voltar a estar todos reunidos no teatro, para uma pantomima a plenos pulmões e em plena forma!
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