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CRÍTICA: Tom, Aylesbury Waterside Theatre (Tour no Reino Unido) ✭✭✭✭
Publicado em
Por
douglasmayo
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Tom – A História de Tom Jones
Aylesbury Waterside Theatre (Digressão pelo Reino Unido)
7 de abril de 2016
Tom é uma peça biográfica de duas horas sobre a incomparável lenda britânica da pop, Tom Jones, que está atualmente em digressão por todo o Reino Unido. Digo “peça biográfica” porque isto é muito mais uma peça com música do que um musical, tal como é anunciada pelos produtores do espetáculo.
Kit Orton como Tom Jones. Foto: Simon Gough
Nascido Thomas John Woodward em Pontypridd, Glamorgan, em 1940, a história de Jones é a de um rapaz da terra que singrou. Casado com a sua paixão de adolescência, Linda, quando ela engravidou aos 16 anos, a relação de ambos perdurou ao longo do tempo — e é esta relação que constitui o cerne da maior parte da peça.
Tom é uma história de amor, ambição e sucesso conquistado com muito trabalho. Saí do teatro com um respeito renovado por Jones e pelo esforço e resiliência do homem.
Tom Jones é brilhantemente interpretado por Kit Orton. Sem entrar demasiado no território da imitação, Orton capta características das atuações de Jones para criar uma persona de palco credível que, para todos os efeitos, é o mais próximo de Jones que se pode obter. Orton consegue reproduzir grande parte da riqueza vocal associada a Tom Jones, interpretando temas como Spanish Harlem, Delilah e It’s Not Unusual, fazendo tudo parecer fácil.
Elin Phillips interpreta Linda. Se a peça for fiel, então foi mesmo Linda a grande força motriz por detrás do sucesso de Jones. Crente no talento do marido, fala constantemente de como sempre soube que Tom podia tornar-se uma grande estrela. É uma interpretação maravilhosa de Elin, que acaba por ser incrivelmente convincente, e a sua interação com Orton impulsiona esta produção.
Kit Orton e Elin Phillips em Tom. Foto: Simon Gough
A narrativa central da peça é conduzida por Phylip Harries no papel de Jack Lister. Lister faz a história avançar, oferecendo um humor discreto e tocando um excelente saxofone tenor no medley final do espetáculo.
O autor Mike James construiu uma peça biográfica que consegue transmitir os principais detalhes da vida de Tom Jones, mas também cria momentos maravilhosos que ficam consigo muito depois de o espetáculo terminar. A encenadora Geinor Styles mantém um ritmo ágil, dando à ascensão à fama de Jones o ímpeto necessário para tornar uma história como esta cativante.
O cenógrafo Sean Crowley recorre a elementos de cenário simples e a projeções para criar múltiplas localizações, com um sentido de autenticidade que vai até aos patos de porcelana na parede da sala da mãe de Linda.
Kit Orton em Tom. Foto: Simon Gough
A banda de Jones, The Senators — interpretada por John McLarnon, Tom Connor, Daniel Lloyd e Kieran Bailey — traz imenso carácter a este heterogéneo conjunto de apoio e uma musicalidade brilhante que sustenta Orton de forma exemplar.
Há apenas uma coisa que prejudica esta produção — e é uma das mais difíceis de acertar em digressão: o som. As secções musicais de Tom chegam com uma amplificação quase perfeita, mas, durante as cenas com diálogo, muitas das interações entre as personagens no balcão tornaram-se difíceis de ouvir, quase como se o som tivesse sido desligado durante as falas.
Se é fã de Jones — e mesmo que não seja — Tom proporciona uma grande noite no teatro. Ainda há tempo para um pezinho de dança no final do espetáculo. Portanto, senhoras, preparem-se para atirar as cuequinhas: Tom está prestes a chegar a um teatro perto de si e seria uma loucura perdê-lo!
RESERVE JÁ TOM - A HISTÓRIA DE TOM JONES EM DIGRESSÃO.
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