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CRÍTICA: Trainspotting, King's Head Theatre ✭✭✭✭
Publicado em
Por
markludmon
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Foto: Christopher Tribble Trainspotting
King's Head
Quatro estrelas
A comédia, a violência e a poesia do clássico moderno de Irvine Welsh, Trainspotting, ganham vida em palco nesta adaptação da In Your Face Theatre, agora em cena no King's Head. Estreada no Edinburgh Festival Fringe em 2014, a produção aclamada mantém a sua energia e humor negro.
Percebe-se que vem aí algo diferente logo à chegada, quando lhe entregam, junto com o programa, uma pulseira luminosa de partir e agitar. Entre e estará numa rave dos anos 90, com todo o elenco a dançar ao centro, incentivando quem acabou de chegar a juntar-se.
A peça conta a história do toxicodependente Mark Renton e dos seus amigos no dia a dia entre injeções e idas ao centro de emprego para se inscreverem no subsídio. Através de cenas curtas e fragmentadas, vemos o grupo a navegar um mundo de traficantes, morte e violência casual.
Embora esta escuridão atravesse o espetáculo, é aliviada pela comédia e por interpretações fortes — com destaque para Gavin Ross como Renton, Chris Dennis como o aterrador Begbie e Greg Esplin como Tommy, o melhor amigo de Renton. Greg também impressiona como encenador, numa montagem que capta a poesia crua da linguagem de Welsh, a partir de um texto de Harry Gibson.
Com o público sentado e de pé em três lados, a ação irrompe regularmente para fora do palco — desde lençóis sujos arremessados até salpicos de água turva de sanita. Com 65 minutos, avança a um ritmo vertiginoso e por vezes desnorteante, que o faz sair do teatro cambaleante, como se tivesse sido agredido (mas no bom sentido).
Trainspotting está em cena até 11 de abril de 2015 no King's Head Theatre.
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