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RETROSPECTIVA DE QUINTA-FEIRA: Stuart Vincent
Publicado em
3 de setembro de 2020
Por
diadasarah
Esta semana, na Throwback Thursday, falámos com Stuart Vincent sobre a sua carreira e a participação na adaptação para palco de The Kite Runner.
1) Qual foi o primeiro espetáculo que fizeste em criança e o que te levou ao mundo do teatro?
O primeiro espetáculo que fiz foi uma pantomima chamada “Dr Jekyll and Mr Hyde: Make mine a Double” com os Woodhouse Players. Interpretei a personagem Jack, o miúdo barulhento que acaba por salvar o dia! O que me levou ao mundo do teatro foi a minha primeira aula de Drama no liceu: estávamos a jogar, a trabalhar movimento, improviso e, quando a aula acabou, mal podia esperar para voltar na semana seguinte!
2) Qual é o teu processo todas as noites para entrares na personagem antes de um espetáculo?
Como a minha personagem principal, Zaman, em The Kite Runner, normalmente visto o figurino e procuro um sítio nas coxias para me sentar. A cena dele é muito tensa e emotiva, por isso uso esse tempo para fechar os olhos e respirar. Mesmo antes de entrar em palco, coloco a última peça do figurino, que são os óculos — e é nesse momento que me sinto pronto.
3) Como foi o processo de ensaios para The Kite Runner, sendo um livro tão popular? Difere muito do livro, e houve alguma pressão para garantir que se mantinha “fiel” para os fãs?
O processo de ensaios foi divertido! Nos primeiros dias, andámos a experimentar diferentes instrumentos que iríamos usar no espetáculo. Como o Schwirrbogen, que é usado para criar sons de vento, ou as taças tibetanas, usadas nos momentos mais tensos. Também brincámos com papagaios de papel e com a forma de os fazer voar — foi incrível! Além disso, aprendíamos sobre a história do Afeganistão e como era no início dos anos 70, antes da invasão. A peça não difere assim tanto do livro porque Matthew Spangler (dramaturgo) queria literalmente trazê-lo da página para o palco; o Amir narra e também salta para dentro das cenas.
4) Conta-nos uma das tuas melhores/mais engraçadas memórias em digressão com The Kite Runner?
Uma das melhores memórias para mim até agora tem de ser quando atuámos no Dubai, na Ópera — foi uma experiência fantástica estar lá, e foi muito bem recebido por toda a gente, com o público a levantar-se para aplaudir. O Dubai é simplesmente um país incrível para se estar!
5) Como tens mantido a criatividade durante o confinamento?
Tenho, sim (apesar de ter sentido falta de ir ao ginásio!) Voltei a dançar; ultimamente, a maior parte do trabalho que tenho feito tem sido mais focado em interpretação, por isso usei este tempo para voltar a mexer-me. Muitos amigos meus têm feito aulas online, o que tem sido ótimo — difícil ao início, não vou mentir! Além disso, deu-me a oportunidade de voltar à coreografia. Um amigo meu, o Kayi Ushi, pediu-me para coreografar uma peça enquanto ele cantava “Stand By Me”, como parte do movimento Black Lives Matter, e foi uma enorme honra fazê-lo.
6) Quais são as três coisas que podemos sempre encontrar no teu camarim? Por exemplo: amuletos da sorte… coisas que te ajudam em cena… m&ms azuis… Café, fruta e música. Há um vídeo no YouTube que guardei — é uma compilação de discursos motivacionais — que ponho antes de uma audição ou antes de entrar em palco.7) Qual é a tua peça favorita que leste recentemente? The Last Days of Judas Escariot, uma peça brilhante!!! 8) Se a tua vida fosse um espetáculo, como se chamaria e porquê?
Acho que se chamaria “Just Get On With It!!!” Haha! Sou uma pessoa muito impaciente; não gosto de falar das coisas, só quero fazê-las! Além disso, se as coisas não correm à minha maneira (como um papel que eu queria), fico emotivo com isso — o que é uma grande fraqueza, porque nem tudo vai correr como queremos nesta indústria; não é culpa tua, é mesmo assim. Por isso, tens de respirar, largar e seguir em frente!
9) Quais são as principais diferenças, para ti, entre trabalhar em cinema e em teatro? Tens preferência?
Para mim, no teatro estás a atuar para um público, por isso os teus movimentos têm de ser maiores para que as pessoas lá atrás consigam ver. No cinema, o único público que tens é a câmara; e, de certa forma, é mais detalhado e específico porque a câmara capta TUDO!!! Um dos meus professores dizia: “Está tudo nos olhos” — no cinema, muita coisa pode ser dita através do olhar de uma pessoa, e eu acredito mesmo nisso. Gosto um bocadinho mais de teatro; estar ao vivo no momento, sob as luzes, em frente a um público, é algo que vou sempre guardar com carinho — o teatro é o meu bebé.
10) Se pudesses dar um conselho ao teu eu mais novo, que está a começar na indústria, qual seria?
Mantém-te firme, trabalha arduamente, sê paciente e não te concentres no percurso de mais ninguém a não ser no teu!
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