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ENTREVISTA: Matt Corner Sobre Interpretar Frankie Valli

Publicado em

15 de março de 2016

Por

douglasmayo

O elenco em digressão de Jersey Boys. Da esq. para a dir.: Sam Ferriday, Stephen Webb, Matt Corner e Lewis Griffiths. Foto: Helen Maybanks À medida que Jersey Boys se aproxima do seu 8.º aniversário, tivemos a oportunidade de conversar com Matt Corner, que interpreta Frankie Valli neste espetáculo que se tornou um enorme sucesso em todo o mundo. Conta-nos um pouco sobre o teu percurso? Cresci em Darlington. Em miúdo, fui à Stagecoach para ganhar confiança e percebi que queria ser ator. Adorava ver vídeos de Only Fools And Horses com David Jason, por quem tenho grande admiração — é simplesmente um génio da comédia. Foi uma enorme inspiração e a razão pela qual entrei na representação.

Passava a maior parte do tempo a sonhar acordado na escola. Estava a ler o texto de Sonho de uma Noite de Verão escondido dentro do meu manual de matemática. Os professores riam-se — o orientador de carreira perguntou-me o que é que eu queria mesmo fazer da vida!

O interesse por musicais e pelo canto surgiu por acaso, através de uma produção amadora de Les Misérables. A minha tia viu o anúncio no jornal e, sabendo que eu me interessava por teatro, recortou-o e enviou-o à minha mãe, que me convenceu a ir. Fiquei cheio de receio à última da hora e não queria fazê-lo, mas acabei por ir na mesma.

Tinha 14 anos e nenhuma experiência. Deram-me o papel de Marius e, a partir daí, envolvi-me a sério no teatro amador.

Como é que passaste daí para aqui? Algumas pessoas do grupo amador iam seguir para uma escola de teatro. Eu, ingénuo, não fazia ideia. Explicaram-me que era como a universidade, mas com formação de ator e, depois, com sorte, arranjas um agente e entras na profissão. Fiquei espantado por ser possível ganhar a vida a representar. Fiz audições e fui aceite na Arts Ed, que me acompanhou e fez-me crescer imenso.

Olhando para trás, que tipo de conselho darias a alguém que quer ser ator profissionalmente? As pessoas perguntam-me que conselho dar — é dar 100%: pôr toda a paixão e dedicação.

Venho de um meio operário e, sem o apoio financeiro que me foi dado, certamente não teria chegado até aqui. É muito importante que isso continue, para dar oportunidades às pessoas.

Então fala-nos do teu primeiro trabalho? O meu primeiro trabalho foi no filme de Les Misérables. Foi um verdadeiro “batismo de fogo”. Estar no set com grandes estrelas como Hugh Jackman, Russell Crowe e Eddie Redmayne foi incrível. Eu ainda estava na escola de teatro: fiz duas semanas de ensaios e depois tive uma pausa de quatro semanas até começarem as filmagens — e nessa pausa voltei para o colégio.

Depois fiz seis semanas no set e voltei para o meu emprego a tempo parcial num ginásio. Eram extremos, mas, honestamente, foi mesmo assim.

Desde então, tenho tido muita sorte por me manter constantemente ocupado. Fiz uma pequena digressão de High Society como suplente do papel de Macauley Conor e depois fui suplente de Galileo em We Will Rock You.

Estiveste envolvido com Jersey Boys em digressão — não estiveste? Fiz digressão com Jersey Boys durante 18 meses; era o Frankie alternante, fazendo dois espetáculos por semana, e no final da digressão tornei-me o Frankie principal.

És bastante louro e provavelmente não correspondes ao aspeto que a maioria das pessoas imagina para o Frankie Valli, pois não?

Quando fiz a audição originalmente, pensei: sou louro e tenho olhos azuis, não há hipótese de conseguir o papel — mas o trabalho que a maquilhagem e as perucas fizeram é mesmo impressionante.

Houve desafios em acertar o som do Frankie Valli? Passei muito tempo a ouvir as gravações originais. Não se trata de uma imitação pura e simples; trata-se de captar a essência do homem e o seu estilo vocal.

Tornar a personagem real passa por contar a história e encontrar a verdade na personagem. O encenador trata o espetáculo como uma peça com música. Vemos a história do Frankie Valli a partir da perspetiva de cada um dos membros do grupo. Para mim, o espetáculo durou tanto tempo porque a história é brilhante e o público acha-a muito emocionante. Tens as canções, mas há esta grande história a sustentá-las.

E como estão a correr os preparativos para a estreia aqui no West End? Tem sido estranho ensaiar aqui no Piccadilly Theatre e depois voltar para a última semana da digressão em Edimburgo, atuando num teatro três vezes maior. Tem sido bastante surreal.

Tenho de me beliscar — estar aqui agora em Piccadilly faz-me sentir que, finalmente, cheguei.

JERSEY BOYS ESTÁ ATUALMENTE EM CENA NO PICCADILLY THEATRE — RESERVE JÁ

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