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NOTÍCIAS

ENTREVISTA: Andy Moss Fala Sobre Ghost

Publicado em

27 de fevereiro de 2017

Por

editorial

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Andy Moss e Carolyn Maitland em Ghost. Foto: Pamela Raith Quão entusiasmante é estar a fazer Ghost - The Musical?

Entusiasmante ao máximo! Fiz algumas coisas logo depois de sair da faculdade, mas nada de especial, por isso esta é a minha primeira vez a voltar a pisar as tábuas desde então. Estou super entusiasmado, mas também dá um bocadinho de nervos – não pela ideia de atuar à frente de uma plateia, mas por ser um papel tão icónico. Os sapatos do Patrick Swayze são mesmo difíceis de calçar, sem dúvida, e o meu amigo Richard Fleeshman fez de Sam na produção original do West End e também foi incrível. Portanto há alguma pressão, mas não fomos por uma cópia a papel químico nem da versão do West End nem da Broadway.

O que é que, neste espetáculo em particular, te fez dizer que sim?

Em primeiro lugar, sou um enorme fã do filme. Em segundo, andava mortinho por voltar ao palco há algum tempo. Adoro televisão e afins, mas não há nada tão gratificante como fazer um espetáculo ao vivo. Claro que dá para ver reações no Twitter, mas sair lá para fora e atuar perante um público ao vivo, com feedback imediato, é a parte mais emocionante do trabalho. Como intérpretes, é para isto que treinámos. E em terceiro lugar, há a música. É do Dave Stewart, dos Eurythmics, e do Glen Ballard, que produziu imensos álbuns que eu também adoro. Quando ouvi as canções, consegui perceber todas as influências deles, por isso o pacote completo – ter esses tipos a bordo, este filme icónico e o facto de ser uma tournée simpática de três meses – convenceu-me logo na hora.

Já fizeste televisão, mas que desafios é que um espetáculo em palco apresenta?

O principal desafio para mim é garantir que a minha voz aguenta todos os dias. Há alguns números bem exigentes e, ao longo dos anos, toquei em bandas, por isso sei cantar, mas fazê-lo todas as noites, ao longo de oito ou nove espetáculos por semana, é puxado. Tens de saber quando dar tudo e quando conter-te e poupar a voz. Além disso, está tudo ligado a deixas: uma deixa de som, uma deixa musical, a fala de outra pessoa, uma deixa de luz. Não estou habituado a isso na televisão. Se mudarmos um bocadinho as falas porque soa mais verdadeiro, normalmente aceitam, mas aqui tens de estar palavra por palavra. Portanto trata-se de acertar as marcas por toda a gente e, ao mesmo tempo, fazer com que pareça que estás a fazer aquilo pela primeira vez.

Também já fizeste concertos de rock, mas um musical é uma disciplina diferente?

É muito diferente. Eu gosto de musicais, atenção, mas nunca tinha visto um e pensado: “Meu Deus, isto é incrível, quero estar ali”, enquanto que com este, quando ouvi a música, pensei: “Isto é mesmo bom”. Disseram-me que não queriam um cantor de teatro musical, nem uma voz típica de teatro musical; queriam alguém com algo um pouco diferente na voz – e espero que seja isso que consegui acrescentar à música do Dave e do Glen. Acabo por misturar as duas coisas. Estou a cantar de forma a não rebentar com a voz todas as noites, portanto tenho cuidado nesse aspeto, mas também consigo dar-lhe um lado mais rock, com um pouco de aspereza na voz, nas canções grandes e emotivas. Encontrar esse equilíbrio tem sido divertido.

Andy Moss e Sam Ferriday em Ghost. Foto: Matt Martin Qual é a tua visão do Sam?

Ele está profundamente apaixonado pela namorada, a Molly, mas como qualquer rapaz naquela idade tem medo do compromisso e dessas coisas. Ele sabe que ela é o amor da vida dele e quer passar o resto da vida com ela, mas custa-lhe dizer, em voz alta, três palavras como “Amo-te” ou “Vamos casar”. Ele é um tipo querido e ama-a; depois, quando morre, a história dele passa por voltar a ligar-se à Molly e procurar vingança do melhor amigo, que no fim de contas o matou. É uma montanha-russa emocional e depois há também todas as cenas cómicas com a Oda Mae Brown, por isso tenho de atravessar o percurso dele: ser uma personagem adorável no início, depois ficar mais sombrio após a morte, ele procura vingança e tenta dizer à Molly que a ama, enquanto também se diverte um bocado com a Oda Mae. É uma personagem tramada, sobretudo quando o estás a interpretar… morto.

É alguém com quem te consigas identificar?

Gosto de acreditar que sou um tipo simpático e adorável. Espero que haja um pouco de mim ali e espero que, se alguém me matasse, eu procurasse vingança. Portanto ele é mesmo como eu. É um tipo geralmente boa pessoa, que quer uma esposa, amigos, um sítio agradável e um bom emprego. Está a tentar fazer o melhor que consegue na vida sem magoar ninguém, mesmo que trabalhe como banqueiro.

Porque achas que esta história em particular significa tanto para tanta gente?

É a coisa do amor eterno; além disso, saiu no início dos anos 90 e não havia assim tantas histórias incríveis como esta. Tem um bocadinho de tudo para toda a gente. Há a história de amor que perdura para sempre e toda a gente conhece alguém que já partiu e sente essa vontade de o ver outra vez. Também foi numa altura em que a Whoopi Goldberg estava no auge, tal como o Patrick Swayze e a Demi Moore. Tinha um elenco de luxo e o resultado disso, somado ao facto de toda a gente se conseguir relacionar com a história – porque algo semelhante lhes aconteceu em algum momento da vida – é o que faz com que ressoe de forma tão forte. É por isso que as pessoas adoram o filme e vêm ver o espetáculo; além do mais, já tem um lado quase nostálgico, não tem?

Andy Moss em Ghost. Foto: Matt Martin Tiveste de aprender novas competências para o espetáculo? Cerâmica, talvez? Sei tocar um bocadinho de guitarra, mas pediram-me para tocar Unchained Melody na guitarra e eu alinhei. Nesta versão, incorporámos a roda de oleiro muito mais do que no espetáculo de palco original, mas é sobretudo a personagem da Carolyn que a usa. A coisa que mais tive de aprender foi resistência e também que tens de continuar. Se nos enganarmos ou se houver uma deixa de som que não entra quando devia, temos de seguir em frente, ao passo que na televisão podes dizer: “Desculpem, isto foi péssimo, podemos fazer outra vez?” Além disso, se algo correr mal, eu não posso ajudar a safar ninguém, porque o Sam está morto e ninguém me consegue ver nem ouvir. Quão fácil foi dominar um sotaque americano?

Isso é tranquilo. Foi o que lhes disse: “Atuar eu faço o dia todo, consigo fazer sotaques, o que quiserem; o que me preocupa é cantar estas canções grandes oito ou nove vezes por semana”. O que eles fizeram, e foi mesmo querido, foi dar-me muita ajuda com as canções e a música, e agora está tudo a encaixar. Já as tenho na mão.

Lembras-te de quando viste o filme pela primeira vez e do efeito que te causou?

Vi-o com a minha mãe e o meu pai. Era tipo um filme de família ao domingo e marcou-me porque foi quando comecei a interessar-me por fantasmas e essas coisas. Foi a primeira vez que vi isso num filme e não está lá para assustar; está lá por outra razão que, em miúdo, não percebes. Foi aí que comecei a pensar em fantasmas. Hoje em dia, os fantasmas sombrios que aparecem no fim do filme para levarem os maus não são assim tão assustadores, mas na altura aterrorizavam-me por completo.

O que é que mais esperas com expectativa na tournée?

Estou ansioso por visitar vilas e cidades onde nunca estive. Isso vai ser emocionante, mas eu sou bastante caseiro. Se saio para festejar ou com amigos, gosto de voltar para casa no fim da noite, por isso vai ser um bocado estranho estar fora, mas faz parte da profissão e, com sorte, isto vai levar a outras coisas do género. Deixou-me novamente super entusiasmado com a representação e não tem de ser só na televisão ou no cinema: posso ir em tournée e até fazê-lo noutro país. Espero que isto seja a porta de entrada para outras oportunidades. É um grande espetáculo e um grande papel, e espero conseguir estar à altura.

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