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Entrevista: Vicky Graham sobre 'Breeders' no Teatro St James

Publicado em

Por

emilyhardy

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Breeders, de Ben Ockrent. Da esq. para a dir.: Angela Griffin, Nicholas Burns, Tamzin Outhwaite e Jemima Rooper. A poucos dias da estreia de Breeders, de Ben Ockrent, no St James Theatre, a produtora Vicky Graham fala connosco sobre o que este projecto significa para ela e porque escolheu a produção como a sua forma de contribuir para o futuro do teatro. Porquê Breeders? «Breeders foi-me apresentado, no final do ano passado, como uma simples semente de ideia. Ben Ockrent (um autor que eu já conhecia desde a minha passagem pelo Theatre503) tinha sido convidado a doar o seu esperma a uma amiga lésbica e à parceira dela, que queriam constituir família; ao ponderar se e como poderia ajudar, identificou aí uma premissa excelente para uma peça. Um mês depois, apresentei a ideia — ainda embrionária — à Stage One e, quando ficámos na shortlist, encomendei a peça. Felizmente para nós, Breeders foi seleccionada no final de Março para abrir a One Stage Season em Setembro. Não há nada como a realidade de cinco meses, do primeiro rascunho à noite de estreia, para nos pôr a cabeça no sítio!»

O que a atraiu inicialmente para a One Stage Season?

«A One Stage Season é uma proposta praticamente irresistível para um produtor. A par do investimento da Stage One em cada espectáculo — que torna um grande teatro como o St James financeiramente viável —, fazer parte da temporada garante um nível extraordinário de apoio da indústria e uma oportunidade de montra de grande visibilidade. A One Stage está a permitir-me fazer algo raro: estrear uma comédia nova num contexto comercial e fazê-lo com o elenco, a equipa criativa e a produção que acredito serem os melhores para o espectáculo. Breeders continua a ser uma aposta arriscada, mas uma produção desta escala simplesmente não teria sido possível sem esse dinheiro, mentoria e enorme voto de confiança.»

O que espera alcançar ao produzir teatro?

«Antes de produzir, eu encenei peças, e penso que a mudança para a produção se deve ao facto de eu estar mais interessada em decidir que histórias, personagens e produções chegam ao público do que em como são apresentadas. O teatro é uma forma de arte ancestral — não receio que desapareça —, mas preocupa-me que possa sair de moda. Temos de trabalhar arduamente para que ir ao teatro seja uma proposta melhor do que ficar em casa com a Netflix. Considero que é tarefa da próxima geração de produtores fazer teatro que seja envolvente, provocador, divertido e relevante, e escolho fazê-lo produzindo trabalho totalmente novo de artistas dinâmicos. Não há nada mais entusiasmante do que o diálogo entre uma grande peça nova e o seu primeiro público.»

Breeders: Jemima Rooper, Tamzin Outhwaite e Nicholas Burns. Foto: Manuel Harlan

«Neste momento, à entrada da semana de produção, estou concentrada em deixar o espectáculo pronto para o público e é difícil ter um objectivo para lá de conseguir a primeira gargalhada. A médio prazo, gostaria que houvesse reconhecimento para os artistas e um retorno financeiro para as pessoas extraordinárias que investiram nisto. Mais à frente, claro que adoraria que Breeders tivesse uma vida longa, muito longa. Gostaria que isto levasse a mais peças do Ben e a mais produções da VGP.»

Quais foram os maiores desafios que enfrentou ao afirmar-se como produtora?

«Parece previsível dizê-lo, mas os principais desafios têm sido financeiros. É verdade o que se diz sobre produzir: não dá para viver, mas pode dar para enriquecer. Tenho de admitir que tornei a vida duas vezes mais difícil ao escolher produzir de forma independente (em vez de num espaço ou com uma organização com financiamento regular) e ao preferir produzir trabalho novo. Se já é difícil angariar dinheiro para cada espectáculo, tem sido quase impossível garantir um rendimento consistente para mim. Cada produção exige um processo de desenvolvimento diferente, uma equipa diferente e um modelo financeiro diferente; por isso, embora a variedade seja agradável, também é exigente. Há muitos equívocos entre artistas sobre o que é e o que faz um produtor, e quase tanta desconfiança em relação a produtores independentes por parte de salas e organizações. No entanto, não sou de me queixar e estou grata por oportunidades como a One Stage, que me permitem simplesmente avançar, produzir uma peça e esperar que o trabalho gere mais trabalho.»

Porque é que este projecto é tão especial para si? 

«Este tem sido um processo absolutamente maluco, mas brilhante — e é isso que o torna tão especial. O meu trabalho foi facilitado por uma equipa criativa de sonho, liderada pela maravilhosa Tamara Harvey. Toda a gente foi incrivelmente generosa com o seu tempo e talento e, como a maioria de nós estava a trabalhar junta pela primeira vez, sinto mesmo que rapidamente formámos a nossa própria família alternativa. Breeders é, antes de mais, entretenimento, mas é uma história que ressoa junto de tanta gente. Nunca tinha trabalhado num espectáculo que gerasse tanta conversa. É notável quantas pessoas estão a lidar com as mesmas questões. Tenho orgulho por ser uma peça com três personagens femininas complexas e, sendo a primeira encomenda da Vicky Graham Productions a chegar ao palco, será sempre especial para mim.»

Breeders inaugura a One Stage Season no St James Theatre

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