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CRÍTICA: A Primeira Peça de Chekhov, Battersea Arts Centre ✭✭✭✭

Publicado em

Por

markludmon

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Mark Ludmon analisa Chekhov's First Play, apresentado pela Dead Centre no Battersea Arts Centre.

Chekhov’s First Play

Battersea Arts Centre, Londres

Quatro estrelas

Reservar já

Antes de revolucionar o teatro, Anton Chekhov tentou escrever a sua primeira peça aos 19 anos. Recusada para representação, ficou esquecida, sem sequer um título, até ser publicada alguns anos após a sua morte. Com demasiadas personagens e uma intriga excessivamente complexa, a peça — hoje mais conhecida como Platonov — é frequentemente considerada irrepresentável, embora edições implacáveis tenham dado origem a excelentes versões de David Hare e de Michael Frayn (que lhe chamou Wild Honey). Agora, serviu de ponto de partida para um espectáculo novo, divertido, inteligente e altamente inventivo, Chekhov’s First Play, da companhia de teatro Dead Centre, sediada em Dublin.

Começa com um cenário naturalista convencional que retrata uma casa de campo do século XIX na Rússia rural, familiar para quem já viu uma produção tradicional de Chekhov. Mas já percebemos que esta adaptação segue noutra direcção quando, antes de subir a clássica cortina vermelha, o encenador Bush Moukarzel nos diz que nos vai ajudar a compreender o sentido da peça através de um comentário contínuo, transmitido pelos auscultadores que toda a plateia está a usar.

Não demora muito até surgirem as primeiras fissuras, quando o encenador sombrio e atormentado começa a questionar as suas próprias escolhas criativas ao adaptar a peça — e até a sua própria existência enquanto criador teatral. Aos poucos, o espectáculo vai desfolhando as camadas de representação dramática da realidade, até já não sabermos bem no que acreditar. Escrito e encenado por Moukarzel e Ben Kidd, deita abaixo, como uma bola de demolição, as premissas fundamentais que trazemos connosco ao ver uma peça, tudo contado com espírito lúdico, ironia fina e um apuro visual notável. Com um desenho de cenografia inteligente de Andrew Clancy, o impacto é prova do trabalho hábil de Jimmy Eadie e Kevin Gleeson no som, Stephen Dodd na luz e Grace O’Hara nos efeitos.

Ao mesmo tempo, tenta ainda extrair sentidos do próprio Chekhov, recorrendo a motivos e temas de Platonov e de outras peças suas, e explorando como — e se — podem ser tornados relevantes para um público contemporâneo. É uma peça de teatro entusiasmante e original, interpretada com ousadia por Andrew Bennett, Tara Egan-Langley, Clara Simpson, Dylan Tighe, Breffni Holahan e Liam Carney. As suas personagens podem ficar engolidas pela desconstrução e pelo espectáculo, restando apenas ecos da primeira peça de Chekhov, mas eles trazem uma precisão impressionante que faz disto uma erupção de caos teatral belissimamente construída.

Em cena até 10 de Novembro de 2018

RESERVE JÁ PARA CHEKHOV'S FIRST PLAY

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